
Parte das pessoas que seguem meu blog sabem que sou uma exilada da família. Sempre fui muito diferente deles. Parece mesmo que caí ao acaso ali no meio daquela gente. E conforme fui crescendo essas diferenças foram me fazendo a ovelha negra da família. O que para os outros e para mim é vitória, na visão deles é derrota pura. E eu cansei de ser vista desse jeito. Principalmente porque meu irmão mais velho, o modelo a ser seguido por eles, acabou se voltando contra mim.
Um dia cansada de tudo aquilo, comprei meu apartamento e me afastei de quase todos. Restou minha mãe, com quem tenho uma ligação, mais por laços maternos, do que propriamente por identificação.
Meu irmão teve dois filhos, um menino e uma menina. Quando saí da vida deles. Os dois ainda estavam pequenos e nunca mais vi. Mas sempre tive uma ligação com a minha sobrinha. Algo que não sabia explicar, mas quando olhava pra ela sentia uma ternura e sentia reciprocidade. Meu sobrinho, nunca gostei, me lembra demais o jeito do meu pai, manipulador, mentiroso e sem foco na vida.
Hoje em dia os dois são jovens adultos. Meu sobrinho continua mentiroso, abusado e desfocado, mas minha sobrinha continuou sendo a menina sensata que era ainda pequena. Sabe aquelas pessoas que já nascem sabendo o quer? Meio maduras? Assim é ela. E isso me fascinava. Claro que tudo isso que sei da vida deles, é minha mãe que me conta. E ela conta em detalhes, porque fala muito, aquela pessoa que se você sentar do lado dela, basta dizer "ahram" que ela segue o monólogo.
Recentemente surgiu um problema para ser resolvido em família, como tenho mais facilidade com esse problema, me ofereci para resolvê-lo. E falei com minha mãe para que pedisse o email da minha sobrinha, para fazer a ponte entre mim e meu irmão. Um pretexto, claro.
Hoje pela manhã recebi a resposta do email dela e fiquei tão feliz. Ela foi tão doce, disse que sempre me admirou, que sempre foi contra tudo que falam de mim. E sei que é verdade porque minha mãe me conta. Vejo a possibilidade de criar um vínculo de afeto por afinidade com alguém da minha família. Para mim isso é algo muito bom, principalmente nesse momento da minha vida pessoal tão conturbado.
Aí me deu vontade de vir aqui contar... ehehe... Afinal esse blog aqui vou usar, também, para mostrar um lado meu mais frágil, aquele lado que existe dentro de todos nós e que a levantamos "muros" para protegê-lo. Até por isso estou mudando o nome do blog, que ainda não aparece lá em cima, mas vai aparece qualquer hora dessa... rs... "A menina por trás da Dama", é um título que me dá mais liberdade do que o atual.
Um dia cansada de tudo aquilo, comprei meu apartamento e me afastei de quase todos. Restou minha mãe, com quem tenho uma ligação, mais por laços maternos, do que propriamente por identificação.
Meu irmão teve dois filhos, um menino e uma menina. Quando saí da vida deles. Os dois ainda estavam pequenos e nunca mais vi. Mas sempre tive uma ligação com a minha sobrinha. Algo que não sabia explicar, mas quando olhava pra ela sentia uma ternura e sentia reciprocidade. Meu sobrinho, nunca gostei, me lembra demais o jeito do meu pai, manipulador, mentiroso e sem foco na vida.
Hoje em dia os dois são jovens adultos. Meu sobrinho continua mentiroso, abusado e desfocado, mas minha sobrinha continuou sendo a menina sensata que era ainda pequena. Sabe aquelas pessoas que já nascem sabendo o quer? Meio maduras? Assim é ela. E isso me fascinava. Claro que tudo isso que sei da vida deles, é minha mãe que me conta. E ela conta em detalhes, porque fala muito, aquela pessoa que se você sentar do lado dela, basta dizer "ahram" que ela segue o monólogo.
Recentemente surgiu um problema para ser resolvido em família, como tenho mais facilidade com esse problema, me ofereci para resolvê-lo. E falei com minha mãe para que pedisse o email da minha sobrinha, para fazer a ponte entre mim e meu irmão. Um pretexto, claro.
Hoje pela manhã recebi a resposta do email dela e fiquei tão feliz. Ela foi tão doce, disse que sempre me admirou, que sempre foi contra tudo que falam de mim. E sei que é verdade porque minha mãe me conta. Vejo a possibilidade de criar um vínculo de afeto por afinidade com alguém da minha família. Para mim isso é algo muito bom, principalmente nesse momento da minha vida pessoal tão conturbado.
Aí me deu vontade de vir aqui contar... ehehe... Afinal esse blog aqui vou usar, também, para mostrar um lado meu mais frágil, aquele lado que existe dentro de todos nós e que a levantamos "muros" para protegê-lo. Até por isso estou mudando o nome do blog, que ainda não aparece lá em cima, mas vai aparece qualquer hora dessa... rs... "A menina por trás da Dama", é um título que me dá mais liberdade do que o atual.





