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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Janis Joplin forever!

Hoje faz exatamente 40 anos que Janis Joplin morreu sozinha em seu quarto de hotel, devido a uma overdose de heroína, aos 27 anos de idade, no auge de sua carreira...

Quando conheci suas músicas e o que foi a vida de Janis Joplin, ela já não era mais viva... Mas isso não me fez gostar menos da sua ousadia, da voz rasgada e seu jeito contundente de interpretar as canções. Me tornei fã da Janis numa época em que não se falava mais tanto dela! Mesmo assim andava pra cima e pra baixo com um LP que reunia seus maiores sucessos. Esse LP fez parte de fases muito boas da minha vida, mas também fez parte da época em que me envolvi com drogas. Ainda me lembro uma vez que minha família simplesmente não conseguia chegar perto do aparelho de som, porque eu estava enlouquecida bebendo vodka na boca da garrafa, cantando Ball and Chain, sob efeito de drogas. Naquele dia foi a minha primeira internação por conta de substâncias entorpecentes...


Essa é a capa do LP "Janis Joplin Forever"

Costumava frequentar a feira da livro que sempre era montada na Cinelândia aqui no Rio de Janeiro, nem sei se ainda acontece. Então, na minha hora de almoço, costumava garimpar livros interessantes. Um dia me deparei com "Enterrada Viva" e me encantei imediatamente, lembro que juntei todo o dinheiro que tinha pra comprar. Sim, o título é pesado e o livro também! É a biografia da Janis Joplin escrita por uma amiga, a Myra Friedman, em 1974. Muito bem escrita, faz você perceber um pouco dos motivos que levaram Janis a ser como foi. Mostra o seu "lado negro". E me identifiquei demais com esse lado dela. Acho que a infelicidade da Janis Joplin se pareceu ou ainda se parece com a minha infelicidade. Ficando claro que não me sinto uma pessoa infeliz, mas tenho o meu lado infeliz, como todos nós.

O livro mexeu demais comigo na época, porque ia mal profissionalmente, na vida amorosa e pessoal. Me sentia um lixo e ao me identificar com as angústias e tristezas da Janis, aquilo criou um vínculo estranho demais, escuro, pesado, que me arrastou pra um crise forte. Depois que me recuperei voltei a reler o livro mais algumas vezes, porque queria me sentir capaz de ler algo, sem que isso me detonasse. Não tenho mais o livro, infelizmente, o emprestei e perdi, mas quero ainda relê-lo novamente, agora que me sinto tão diferente daquela época...


De todas as músicas da Janis, a que mais me encanta, a que mais ouvi, a que sempre estou disposta a ouvir novamente é Ball and Chain. Essa foi a música que me fascinou, pela força com que ela interpreta, de uma forma completamente entregue a canção. Não sei muito bem o que diz a letra e nem me importa, o que gosto mesmo é de ouvi-la cantar, o jeito como se expressa... Bom lembrar que Janis revoluciou uma época em que as cantoras interpretavam suas músicas paradas no palco. Ela ousou modificar isso e libertou as gerações seguintes.




Gosto muito da interpretação dela em Summertime. Sempre deliciosa!




Cry Baby fica entre as quatro que mais gosto!




Maybe é a canção em que mostra bem sua potência vocal!



Minha família acha que gosto da Janis e outras cantoras de vida conturbada, por conta das drogas, dos escândalos, como é o caso de Amy Winehouse, que também adoro. Mas definitivamente isso não é verdade, se assim fosse eu gostaria de qualquer artista drogado. E quem disse que gosto de drogas? Pela minha esperiência com elas tenho aversão. Gosto de verdade das canções, da voz, mas não nego que o lado bad girl tem seu poder... Seja como for, Janis vai e volta. Descanso um pouco de suas músicas e depois volto a escutá-las. Janis Joplin é pra sempre!